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HISTÓRIA |
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A Oral Clean sistema
odontológico de saúde é uma
Operadora de Planos Odontológicos
Empresariais, fundada há 18 anos na
Cidade
de São Paulo e dirigida por dentistas. |
OBJETIVO |
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Nosso objetivo é criar
uma excelente e duradoura parceria com as
Empresas conveniadas, contribuindo para que
seus colaboradores alcancem uma melhoria na
qualidade de vida tendo, desta forma, a
retribuição através da satisfação pessoal e
principalmente a produtividade no trabalho. |
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Sensíveis demais
Sentir dor ao comer
determinados alimentos pode
indicar hipersensibilidade
dentinária; o problema é
comum, mas leva pouca gente
ao dentista.
Um café
feito na hora, um suco de
laranja refrescante, uma
sobremesa açucarada.
Alimentos como esses, que
para a maioria das pessoas
remetem a experiências
prazerosas, podem ser
sinônimo de dor para quem
tem dentes sensíveis. O
problema, conhecido pelos
especialistas como
hipersensibilidade
dentinária cervical, afeta
cerca de 15 milhões de
brasileiros, de acordo com
estimativas mundiais. Apesar
de ser mais comum em adultos
jovens, com idade entre 20 e
40 anos, pode aparecer
também em outras fases da
vida.
O sintoma -dor aguda que
surge devido a certos
estímulos, como alimentos
frios, quentes, ácidos e
doces e escovação- costuma
ser confundido com uma
cárie. Nem todo mundo, no
entanto, procura tratamento.
"Muitos pacientes acabam se
acostumando com a dor.
Apenas 49% procuram um
profissional", diz o
dentista Narciso Garone
Netto, professor titular da
Faculdade de Odontologia da
USP (Universidade de São
Paulo).
As causas são variadas, mas
têm um fator em comum: a
exposição da dentina, camada
do dente que normalmente
fica protegida pelo esmalte.
Dentro dessa estrutura, há
milhares de canais cheios de
líquido, chamados túbulos
dentinários. Estímulos que
mudem a pressão ao longo do
dente -alta ou baixa
temperatura, por exemplo-
provocam uma rápida
movimentação desse líquido,
que estimula as terminações
nervosas, provocando a dor.
A erosão do esmalte que
protege a dentina é uma
causa comum de
hipersensibilidade
dentinária. Escovação muito
forte e consumo excessivo de
refrigerantes, frutas
cítricas e bebidas
isotônicas são o principais
vilões.
Muita gente acha que terá
uma vida saudável ao tomar
suco de laranja. De fato, as
frutas cítricas são boas
para o organismo, mas, se
consumidas em excesso, fazem
mal para o dente.
Segundo a dentista Maria
Ângela Pita Sobral,
professora da Faculdade de
Odontologia da USP, o
esmalte também pode ser
desgastado por microfraturas.
O bruxismo (hábito de
apertar e ranger os dentes),
por exemplo, pode ser um
desencadeador.
Outra causa freqüente de
hipersensibilidade é a
retração gengival (quando a
gengiva se desloca, deixando
a dentina exposta). Segundo
o dentista Eduardo Tinoco,
professor adjunto da Uerj
(Universidade Estadual do
Rio de Janeiro) e da
Unigranrio (Universidade do
Grande Rio), doenças
periodontais e escovação
inadequada -com escova de
cerdas muito duras ou usando
muita força- são dois
fatores que fazem com que a
gengiva se retraia. Com a
idade, também é comum haver
uma retração fisiológica
leve ou moderada.
A gerente de cursos Cláudia
Corrêa de Virgiliis, 35,
sofre do problema há cerca
de seis anos. "Comecei com
uma dor nos dentes na hora
de escovar. Achei que era
cárie, mas o dentista me
disse que eu tinha a gengiva
retraída", conta ela, que já
fez tratamento à base de
flúor e usa uma pasta de
dente especial. O incômodo
melhorou, mas retorna de
tempos em tempos. "Quando
aparece, já sei que vou ter
dor se comer coisas ácidas,
frias ou doces. Ao escovar
os dentes, também é muito
ruim."
É comum que as pessoas se
queixem de dentes sensíveis
após passarem por
tratamentos clareadores. "Os
clareadores contêm ácido e,
se forem usados em
concentrações altas por um
longo período, podem causar
uma sensibilidade
passageira. É preciso saber
prescrever corretamente o
clareamento", diz o dentista
Luiz Narciso Baratieri,
professor titular da
Universidade Federal de
Santa Catarina.
Eduardo Tinoco diz que a
aplicação de substâncias
dessensibilizantes antes do
clareamento pode diminuir
esse efeito colateral, um
dos mais freqüentes dessa
técnica, segundo ele.
QUANDO TRATAR
A necessidade de passar por
um tratamento e a técnica
adotada dependem do grau de
desconforto do paciente. De
acordo com Garone Netto, a
dor pode ser classificada
como severa em 5% dos casos,
discretamente severa em 17%,
média em 43% e suave em 35%.
"Quando os fatores causais
ocorrem isoladamente e com
pouca intensidade, provocam
uma dor suave que pode
desaparecer espontaneamente,
mas costuma ser cíclica. Mas
o que observo na clínica é a
ocorrência de vários fatores
que podem provocar muita
dor", diz o dentista.
Apesar de algumas pessoas
aceitarem melhor a dor, Luiz
Narciso Baratieri alerta
para o fato de que, se ela
existe, é um sinal de que
algo está errado e precisa
ser visto com atenção.
Martin Addy lembra que há
pessoas mais propensas à
hipersensibilidade. "Não
sabemos por que, mas alguns
indivíduos são até dez vezes
mais susceptíveis à erosão
do que outros", diz.
Em alguns casos, o uso de
pastas de dentes específicas
para hipersensibilidade
suave pode ser suficiente
para melhorar os sintomas. A
auxiliar administrativa
Erika Boteon, 40, usa esse
tipo de dentifrício há anos.
"Diminuiu bastante a dor.
Quando paro, ela volta.
Chega a doer só de falar,
com o ar que entra pela
boca", conta.
Outra opção para melhorar a
dor é a aplicação de
soluções dessensibilizantes.
O laser também é um recurso
utilizado. Baratieri observa
que não há um tratamento
definitivo. "Não existe uma
solução fácil. Ninguém pode
assegurar que determinada
estratégia vai eliminar a
hipersensibilidade. Muitas
vezes, resolve por um tempo,
mas depois ela volta."
Para evitar que haja maior
desgaste nas áreas onde
ocorreu a perda de esmalte,
Maria Ângela Sobral
recomenda recorrer à
restauração. De acordo com a
dentista, o tratamento não
pode se restringir a atacar
os sintomas. "Todos os
tratamentos apenas
sintomáticos são
temporários. É necessário
remover o fator causador",
defende. Algumas indicações
são evitar alimentos ácidos,
tratar o bruxismo e fazer
uma escovação sem muita
força e com a menor
quantidade possível de
pasta.
Folha de
São Paulo
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